Lula é condenado a 9 anos e seis meses; Moro não decreta prisão do petista
12/07/2017 - 14h58 em Novidades

Juiz da Lava Jato afirma que ex-presidente recebeu R$ 2,25 milhões de propinas da OAS, no triplex do Guarujá; é primeira sentença contra o petista por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema Petrobrás

O ex-presidente foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva

 

Aos 71 anos de idade, Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, é a primeira do ex-presidente na Operação Lava Jato. Moro não decretou a prisão de Lula.

“Entre os crimes de corrupção e de lavagem, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a nove anos e seis meses de reclusão, que reputo definitivas para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, condenou Moro.


Segundo informações do G1, a sentença foi emitida pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Caso a condenação seja confirmada em segunda instância, pelo TRF (Tribunal Regional Federal), Lula poderá ser preso e pode ficar inelegível. O tribunal leva, em média, cerca de um ano e meio para analisar as sentenças de Moro.

O ex-presidente é acusado de se beneficiar de dinheiro desviado da Petrobras na compra e reforma do tríplex no Guarujá, assim como no transporte de seu acervo presidencial após a saída do Planalto. Os benefícios teriam sido pagos pela empreiteira OAS, em troca de contratos com a estatal.

O imóvel, segundo o MPF, rendeu um montante de R$ 2,76 milhões ao ex-presidente. O valor é a diferença do que a família de Lula já havia pago pelo apartamento, somado a benfeitorias realizadas nele.

Além de Lula, outras seis pessoas foram envolvidas nesta ação penal.

Veja abaixo as acusações contra cada réu:

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS: corrupção ativa e lavagem de dinheiro

Paulo Gordilho, arquiteto e ex-executivo da OAS: lavagem de dinheiro

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula: lavagem de dinheiro

Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da OAS: corrupção ativa

Fábio Hori Yonamine, ex-presidente da OAS Investimentos: lavagem de dinheiro

Roberto Moreira Ferreira, ligado à OAS: lavagem de dinheiro

A defesa de Lula poderá recorrer à sentença.

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